Fotografo: Assessoria
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Por meio da Lei Municipal n° 4.466/2019 foi implantado em Várzea Grande a coleta seletiva de óleo de cozinha em 14 escolas municipais em 2019 e o projeto terá continuidade em 2020. Os dados são da Secretaria de Educação Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL). O projeto ambiental LEVO (Local de Entrega Voluntária de Óleo), foi proposto pelo presidente da Câmara Municipal, o vereador Fábio José Tardin – Fabinho (DEM). Segundo a parceira do Projeto, a Teoria Verde, foram coletados mais de 1105 litros de óleo de cozinha usado.

O projeto que tem como objetivo destinar adequadamente os resíduos de óleo de cozinha para que sejam utilizados na produção de biodiesel, estabelecendo um novo ciclo de vida para o produto, permitindo que ele volte para o sistema produtivo, foi desenvolvido inicialmente em 14 escolas da rede municipal. Além da coleta feita nas escolas, os alunos também puderam trazer o óleo usado de suas casas para os pontos de coleta.

As escolas que participaram como ponto de coleta são: EMEB’s Apolônio Frutuoso da Silva (bairro Alameda), Salvelina Ferreira da Silva (Maringá II), Juvenília Monteiro de Oliveira (Parque do Lago), Irenice Godoy de Campos Silva (Jardim dos Estados), Rita Auxiliadora de Campos (Parque del Rei), Eliza Maria da Silva (Jardim dos Estados), Lenine Póvoas de Campos (Jardim União), Vereador Zeno de Oliveira (distrito Pai André), Maria de Lourdes Toledo Areias (Praia Grande), Ary Leite de Campos (Jardim dos Estados), Profº Paulo Freire (Jardim Glória II), Mamed Untar (Centro Norte), Júlio Domingos de Campos (Capão Grande) e EMEB Honorato Pedroso de Barros (Água Vermelha).

 Além das escolas, o óleo também pode ser entregue no Várzea Grande Shopping e Sede da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, localizada na Avenida da Feb.

Conforme Fabinho, é importante a participação das crianças na preservação do meio ambiente. “Temos que incentivar as nossas gerações futuras a cuidar do nosso planeta terra. O meio ambiente não é um entrave ao desenvolvimento, é a garantia de um desenvolvimento sustentável em nosso município. A Câmara Municipal que criou a lei e a Prefeitura pela a implantação estão de parabéns”, destaca Tardin.

O projeto é realizado em parceria com o projeto Teoria Verde e a empresa Biomavi Reciclagem, com ações de educação ambiental nas escolas e coleta em recipientes de 200 litros. A empresa coletora destina à unidade escolar 30% do valor comercializado pelo produto a indústria de biodiesel. A Lei prevê este recurso para escola que o destinará os valores recebidos de acordo com as deliberações do Conselho Escolar, que deverá investir em melhorias na própria unidade escolar.

O coordenador de Educação Ambiental, Vagner César Barros lembra que cada litro de óleo pode contaminar 25 mil litros de água. “Ao despejar na pia, no vaso sanitário ou ralo, o resíduo do óleo de cozinha usado acumula-se nas paredes dos canos e retém outros materiais que passam pelo local. Além de entupimentos, pode causar o ‘infarto’ do sistema de esgoto com sérios problemas para manutenção das redes e custos mais altos para fazer consertos e reparos. Os custos do tratamento de água também aumentam e a solução está na consciência e reciclagem do óleo”, relata.