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Várzea Grande(MT), Terça-Feira, 18 de Janeiro de 2022 - 19:34
16/11/2021 as 06:19 | Por ANA LUÍZA ANACHE |
Médico é condenado a 41 anos de prisão por morte de companheira grávida
O condenado e a vítima eram conviventes e haviam se conhecido no Estado de São Paulo
Fotografo: Divulgação
Publicação

 

 

O médico Fernando Veríssimo de Carvalho foi condenado pelo Tribunal do Júri da comarca de Rondonópolis (a 225km de Cuiabá) a 41 anos e oito meses de reclusão pelo homicídio quadruplamente qualificado da companheira Beatriz Nuala Soares Milano, bem como pelo crime de aborto sem o consentimento da gestante. O julgamento ocorreu na quarta-feira (10) e durou mais de 14 horas. Ao condenado, que se encontra segregado na Penitenciária Major PM Eldo Sá Corrêa (Mata Grande), foi negado o direito de recorrer da sentença em liberdade.

O Conselho de Sentença reconheceu que o crime foi cometido por motivo fútil e torpe, mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima e em decorrência de violência de gênero, baseado em violência doméstica ou familiar, pelo fato de a vítima estar grávida. Atuou no júri a promotora de Justiça Luciana Fernandes de Freitas, da 7ª Promotoria de Justiça Criminal da comarca.

Conforme a denúncia do Ministério Público Estadual, Fernando de Carvalho matou Beatriz Milano com golpes na cabeça em novembro de 2018, no bairro Vila Aurora I, em Rondonópolis. O condenado e a vítima eram conviventes e haviam se conhecido no Estado de São Paulo, onde residiam, 10 meses antes dos fatos. O relacionamento era conturbado e, quando Beatriz descobriu a gravidez, Fernando não se interessou pela gestação e chegou a questionar a paternidade.

Segundo apurando nas investigações, o réu se mostrava ciumento e de temperamento explosivo. No dia do crime, em que comemoravam 10 meses de relacionamento, Fernando levou Beatriz para jantar e a pediu em casamento. Após retornarem do encontro romântico, o casal teria se desentendido quanto à compra de um carrinho de bebê pela internet quando ele a matou. O médico arrumou o corpo da vítima, grávida de quatro meses, na cama do casal e comunicou o falecimento à família e à polícia na manhã seguinte, fingindo ser morte natural.




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