Fotografo: Assessoria | PJC-MT
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Foram 17 anos de serviços prestados à Polícia Civil de Mato Grosso e nesta quarta-feira (17), o investigador Edimarcio da Silva Moraes, 45 anos, finalizou sua missão e deixa saudades em seus familiares, colegas e amigos e a marca de quem sempre honrou e dignificou seu trabalho, a vida e a população a quem prestava seus serviços com dedicação. Edimarcio morreu em decorrência da covid-19, após passar quase oito dias internado no Hospital Regional de Sinop.

Lotado na Delegacia de Polícia de Sinop, desde que ingressou na Polícia Civil em maio de 2003, o investigador, natural de Cuiabá, atuou na regional da maior cidade do norte de Mato Grosso. Por todos era considerado um companheiro de trabalho gentil e camarada. O “cuiabano”, como era conhecido em Sinop, deixa a esposa e três filhos.

O delegado regional de Sinop, Douglas Turíbio Schutze, lamenta a perda do investigador, que era bastante querido por colegas e na cidade. “Muito cuidadoso, gentil, amoroso e cumpridor de todos os seus deveres institucionais. Ele é muito querido em toda a cidade e seria candidato a vereador nas próximas eleições, mas infelizmente, a covid tirou esse sonho. A classe toda sente muito sua perda e ora para que a família tenha conforto para passar por este momento”.

Um bom amigo, companheiro, bom pai e chefe de família. Assim Cleverrson Hanse define Edimarcio, para que não era somente um colega, mas um amigo. “O que falar desse meu irmão de polícia? Edimarcio era um policial excelente e quem diz isso é povo de Sinop, onde era mais conhecido como "Cuiabano". Todos procuravam seu atendimento, pois além de educado e atencioso com as pessoas, ele resolvia ou encontrava quem resolveria”, afirma o colega, que trabalhava com Edimarcio na mesma unidade policial.

O diretor de Interior da instituição, delegado Walfrido Nascimento, reforça que o investigador Edimarcio cumpriu bravamente sua missão, inclusive frente a um inimigo invisível, como o coronavírus. "Desejo que Deus dê o conforto à sua família e todos que compartilhavam do trabalho e da amizade do nosso policial. Sabemos que nosso profissão nos põe em situações adversas e, mesmo assim,  continuamos no combate diário, pois é nossa missão como servidores públicos". 

Um policial que parecia bruto na aparência, mas educadíssimo, complementa ainda o investigador Cleverson. “Era um policial antigão com sangue de novo, um professor para os novatos, um grande policial com coração de criança. Vai nos fazer muita falta o Edi para alguns, o 'chefia' para outros. Que Deus o tenha em bom lugar e dê forças a nós amigos e familiares para suportar a sua falta”, finaliza o investigador.

O delegado-geral da Polícia Civil, Mário Dermeval, também lamenta a morte do investigador. “Acompanhávamos pelo delegado regional a situação de nosso policial, um profissional correto, competente e trabalhador e que fará muita falta ao trabalho na regional. Infelizmente essa doença é traiçoeira. A Polícia Civil tem feito o que pode, dentro do seu alcance, para assegurar a prevenção e preservação do seu efetivo, porém, o contágio foge a esse alcance. Por tudo isso, pedimos a todos os profissionais que acelerem-se em seus cuidados, pois o risco é grande”.

Como última homenagem ao cuiabano que tinha Sinop como sua segunda terra, colegas da Polícia Civil e das demais forças de segurança do município – Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Corpo de Bombeiros e Guarda Municipal - homenagearam o investigador Edimarcio com uma carreata até o cemitério da cidade, onde o corpo foi sepultado. Em virtude das medidas sanitárias impostas para contenção à propagação do novo coronavíris, não foi realizado velório.