Fotografo: Divulgação
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Um reencontro de alegria, fé e gratidão. Assim pode ser definida a primeira visita dos soldados Wagner Fernando da Cruz Farias, José Luís De Paula e Laura  Almeida Rissato ao recém-nascido Bryan Felipe e a mãe, dona Sirlei de Oliveira.

A visita aconteceu nesta segunda-feira (28) no bairro CPA II, em Cuiabá, na mesma casa onde quatro dias antes, na sexta-feira (25.09), os policiais receberam o bebê praticamente morto, engasgado com leite materno, com a missão de salvá-lo. Ao invés do choro de desespero e gritos de “salvem meu filho”, dessa vez eles ouviram palavras de agradecimento e puderam ver a mãe sorrindo.

“Não fossem esses policiais, hoje eu estaria chorando, sem meu filho. Meu, Deus, dói só de pensar nisso”, diz Sirlei. “Foram os anjos enviados por Deus, anjos que estavam no lugar certo na hora certa”, continua mãe, lembrando que a equipe da PM estava na calçada do prédio onde ela mora quando o bebê desfaleceu em seus braços, afogado com leite materno.

Bryan Felipe, que agora está com duas semanas de nascimento, já estava com o corpo frio e ficando roxo quando recebeu as primeiras massagens. A soldado Laura fez sucção nasal e o menino voltou a respirar, porém com dificuldades. Dentro da viatura, a caminho na UPA Morada do Ouro, a policial deu continuidade aos procedimentos e o garoto finalmente foi salvo.

Sd Vinicius/PMMT

 

Bryan passou por avaliação médica e logo depois recebeu alta. Mãe de dois, Helena, de dois anos e meio, e Calebe, de oito meses, Laura conta que já passou por situação similar em casa. Quando Helena estava com três meses, conta, também se engasgou com leite materno. Na ocasião foi a mãe da soldado, dona Hosana, quem salvou a bebê. Laura observa que assim como no caso dela, que já era policial, quando se trata de pessoa muito próxima a emoção pode superar a razão e prejudicar o salvamento.

O soldado F Cruz, que é pai de Bianca Vitória, de 9 anos, e a esposa Flávia Keyla está grávida de 12 semanas,  avalia essa ocorrência como a mais marcante até agora em sua carreira militar. “E não tem como viver uma situação dessas sem pensar nos nossos filhos”, diz.  

Laura e De Paula, ambos com 5 anos de carreira, e F Cruz, com 9 anos na PMMT, que até então não tinham passado por algo tão tenso na carreira.